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John Locke foi um filósofo inglês descendente de uma família de burgueses comerciantes.

Esteve refugiado na Holanda por causa do seu envolvimento com pessoas acusadas de fazer movimentos contra o Rei Carlos III.

Seus pensamentos influenciaram todas as revoluções mundiais durante o século XVIII.


Locke defendia a garantia dos direitos de um povo (proteção da vida, da liberdade e da propriedade). Para ele, esses direitos deviam ser prioridade de um governo, e se os governantes não pudessem, ou não quisessem respeitar esses direitos, o povo poderia derrubá-los e substituí-los por alguém melhor.

Obras

“Ensaio Sobre o Entendimento Humano”: discussão sobre a teoria do conhecimento, a natureza do ser, Deus e o mundo.

“Dois Tratados Sobre o Governo”: sua principal obra de filosofia política.

Locke também foi pesquisador, secretário do governo, escritor de economia, ativista político, estudante de medicina. Suas idéias ocasionaram a vitória da Revolução Gloriosa em 1688.

A Revolução Gloriosa significa o fim do Absolutismo – quando Guilherme III é proclamado rei, após aceitar a Declaração dos Direitos (Bill of Rights), que limitava a sua autoridade e dava mais poderes ao Parlamento.

Embora tenha dito que todos os homens eram iguais, Locke era a favor da escravidão negra e do tráfico de escravos.

Em seus últimos anos de vida passou a responder críticas e revisar edições de seus trabalhos.

Locke morreu no dia 28 de outubro de 1704, estava muito doente e não conseguia mais levantar-se da cama.


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Por Thais Pacievitch

O empirismo é uma doutrina filosófica que tem como principal teórico o inglês John Locke (1632-1704), que defende uma corrente a qual chamou de Tabula Rasa. Esta corrente afirma que as pessoas nada conhecem, como uma folha em branco. O conhecimento é limitado às experiências vivenciadas, e as aprendizagens se dão por meio de tentativas e erros.

Entende-se por empírico aquilo que pode ter sua veracidade ou falsidade verificada por meio dos resultados de experiências e observações. Teorias não bastam, somente através da experiência, de fatos ocorridos observados, um conhecimento é considerado pelo empirista.

A percepção do Mundo externo e a abstração da realidade realizada na mente humana são o que faz o homem adquirir sabedoria, segundo o empirismo. Embora tenha se baseado no cartesianismo de René Descartes, ao contrário deste, Locke não aceita a existência de idéias inatas resultantes da capacidade de pensar da razão.


Segundo a teoria de Locke (com a qual concordavam os demais empiristas), a razão, tem a função de organizar os dados empíricos, apenas unir uns dados aos outros, que lhe chegam através da experiência. Segundo Locke, “nada pode existir na mente que não tenha passado antes pelos sentidos”, ou seja, as idéias surgem da experiência externa (via sensação), ou interna (via reflexão), e podem ser classificadas em simples (como a idéia de largura, que vêm da visão) ou compostas (a idéia de doença, resultado de uma associação de idéias).

Nesse sentido, qualquer afirmação de cunho metafísico era rejeitada no Empirismo, pois para essas afirmações não há experimentação, testes ou controles possíveis.

Outro importante teórico empirista foi o escocês David Hume (1711-1776), que contribuiu com a epistemologia ao discutir o princípio da causalidade. Segundo Hume, não existe conexão causal, e sim uma seqüência temporal de eventos, que pode ser observada.

Além de John Locke e David Hume, outros filósofos que são associados ao empirismo são: Aristóteles, Tomás de Aquino, Francis Bacon, Thomas Hobbes, George Berkeley e John Stuart Mill.

O empirismo causou uma grande revolução na ciência, pois graças à valorização das experiências e do conhecimento científico, o homem passou a buscar resultados práticos, buscando o domínio da natureza. A partir do empirismo surgiu a metodologia científica.


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Por Ana Lucia Santana


Os dualistas compreendem a existência como uma oposição entre formas distintas, ou seja, entre o bem e o mal, o consciente e o inconsciente, luz e trevas, matéria e espírito, alma e corpo, entre outras, as quais não podem ser reduzidas umas às outras. Esta corrente de pensamento pressupõe a diferença fundamental entre corpo e mente, por mais que pareçam não ser distintos um do outro à luz da percepção sensorial.

René Descartes, porém, ardoroso defensor desta idéia, não confia no conhecimento revelado através dos sentidos. Assim, para este filósofo há no mundo duas substâncias - res cogitans ou res extensa. Da primeira esfera se destaca o universo do pensamento, da reflexão, da atividade intelectual e da liberdade de agir; da segunda partiria o plano da extensão, de tudo que está determinado de alguma forma, e da atitude passiva.

Mas muitos estudiosos vêem na mentalidade cartesiana algumas sérias dificuldades herdadas pela Filosofia, como a embaraçosa tentativa de definir como interagem entre si forças tão diferentes. Para Descartes, em uma visão que tende ao panteísmo, apenas em Deus estas substâncias poderiam se fundir e constituir um todo, pois é da Divindade que elas teriam se originado. Mas ele não consegue explicar como algo finito pode ter como fonte um ser infinito.


Ainda segundo o pensamento cartesiano, a aparente oposição entre espírito e mente não é verdadeira, pois ambos pertencem à esfera do res cogitans. Alguns acreditam na distinção entre eles pelas características próprias de cada um, uma vez que o primeiro é ativo, mutante, inventivo, enquanto a mente tende ao ato reflexivo, meditativo, mantendo-se quase inalterável. No res cogitans, portanto, o elemento laborioso é o espiritual, ao passo que o intelecto é a fração inerte, algo por vir, que pode ser praticamente pesado, tocado.

Esta expressão foi pioneiramente utilizada por Thomas Hyde, no ano de 1700, no seu livro Historia religionis veterum Persarum, um texto sobre a religiosidade do povo persa, por ele designada de dualista, pois seus protagonistas eram duas entidades sagradas opostas, Ormuz, símbolo da Luz, e Arimã, ícone das Trevas. Resumindo, tratava-se de um embate entre o bem e o mal, constituindo assim uma forma de maniqueísmo.

Esta concepção é sempre compreendida em oposição ao monismo, doutrina que defendia ser tudo proveniente de uma única substância. Os monistas chegam a crer que até mesmo o dualismo pode ser incluído em um princípio único, que constituiria a realidade em sua essência. Nos estudos filosóficos, porém, dualismo e monismo são faces reveladas pelos filósofos ao longo de sua trajetória, sendo estes conceitos incapazes de satisfazer todos os ângulos avaliados pela Filosofia, todos os caminhos por ela percorridos. Desta forma, é possível identificar traços destes pensamentos em Sócrates, Aristóteles, Santo Agostinho, Descartes, entre outros filósofos.



A Filosofia medieval abrange o período que vai do século VIII ao século XIV. Durantes esses anos, houve diversos pensadores árabes, europeus e judeus. Uma das características deste período era o domínio da Igreja Romana sobre a Europa, organizando Cruzadas à Terra Santa, sagrando e coroando reis. Outro fator importante foi que a Filosofia medieval passou a ser lecionada nas escolas, ficando conhecida pelo nome de Escolástica, método de pensamento que dominou o ensino entre os anos de 1100 a 1500 d.C.

A Escolástica inventou um método para discussão de ideias filosóficas. Conhecido como disputa, esse artifício consistia em apresentar uma tese, que seria defendida ou refutada com base em argumentos encontrados na Bíblia, na obra de Platão, Aristóteles; e demais Padres da Igreja.

Durante a Idade Média, aconteceu um sincretismo entre as crenças religiosas e o conhecimento clássico. Assim, os filósofos medievais foram influenciados pelas obras de Aristóteles, que foram conservadas e traduzidas pelos árabes Averróis e Avicena. Platão também influenciou o pensamento medieval. Porém, os filósofos da época só conheciam o neoplatônico, pela Filosofia de Plotino do século VI d.C.


Apesar de ter as mesmas preocupações que a Filosofia patrística, filosofia cristã dos primeiros séculos, os pensadores  do medievo acrescentaram um assunto importante em sua filosofia: o Problema dos Universais, que diz respeito à ideia e sua relação com a realidade. Fora a filosofia dos gregos, os medievais foram influenciados pelo pensamento de Santo Agostinho, bispo, escritor, teólogo, filósofo, Padre latino e Doutor da Igreja Católica.

Surge nesta época a teologia, que é a Filosofia cristã. Um dos temas mais discutidos por esta vertente filosófica é a prova da existência de Deus e da alma. Era necessário comprovar a existência do criador e do espírito humano imortal.

Entre os assuntos encontrados na Filosofia medieval estão a hierarquia entre os seres existentes (relação de domínio entre superiores e inferiores), domínio de papas e bispos sobre reis e barões, separação e diferença entre espírito e corpo, fé e razão, Deus e homem.

Maimônides, Nahmanides, Yeudah ben Levi (judeus), Avicena, Averróis, Alfarabi e Algazáli (árabes), Abelardo, Duns Scoto, Escoto Erígena, Santo Anselmo, Santo Tomás de Aquino, Santo Alberto Magno, Guilherme de Ockham, Roger Bacon e São Boaventura são considerados os principais nomes da Filosofia medieval.

Fontes:
FERRATER-MORA, José. Dicionário de filosofia. Edições Loyola, 2001.
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_medieval
http://www.filoinfo.bem-vindo.net/filosofia/modules/lexico/entry.php?entryID=2068
http://renatosalles.blogspot.com.br/2008/12/o-problema-dos-universais.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_de_Hipona


Esta teoria nos lembra da ancestral polêmica gerada pela discussão entre Ciência, Filosofia e Religião, sobre as origens do Universo e da própria Humanidade. Ela procura dar sua versão sobre esta questão, do ponto de vista religioso. Assim, ela sustenta que todos os seres vivos existentes foram criados por um ou mais entes inteligentes. Esta é a hipótese de maior recepção em todo o planeta, elaborada em oposição à teoria evolucionista, fruto de pesquisas científicas.
"A Criação de Adão", obra de Michelangelo.
"A Criação de Adão", obra de Michelangelo.
Não há, porém, uma única teoria criacionista, mas várias, conforme a religião e o livro sagrado que se adota. Segundo a mitologia grega, o homem seria produto dos trabalhos de Epimeteu, que teria gerado o Homem repleto de imperfeições, sem vitalidade, a partir de um modelo de barro. Compassivo, seu irmão Prometeu, com o sacrifício próprio, roubou o fogo dos deuses para trazer à Humanidade a vida tão desejada.
Cristianismo tem sua própria teoria explicativa, narrada na Bíblia, seu livro sagrado. Segundo esta religião, o homem foi criado por Deus, logo após a gênese dos céus e da terra. Aqui também a Humanidade foi modelada no barro, mas nesta versão ela ganha a vida através do sopro divino, exalado em suas narinas. De acordo com as crenças abordadas, variam as argumentações, mas muitas delas apresentam várias semelhanças. O Gênesis, primeiro livro do Antigo Testamento, por exemplo, narra a origem do mundo e do Homem com metáforas e símbolos muito parecidos com os das narrativas mesopotâmicas.
Apesar do Criacionismo ser uma teoria essencialmente religiosa, recentemente ela tem adquirido contornos mais filosóficos, com discussões sobre a independência da matéria imortal, a série de emanações do Ser Divino e a criação.
As explicações sobre a existência humana se iniciam com os mitos, que procuram justificar, através da imaginação, a vida, a história humana, tudo que ocorre á nossa volta e não podemos compreender. Pesquisadores do século XIX acreditavam que a crença em uma entidade divina superior, que criou tudo que existe, era uma conquista do homem em uma fase cultural mais elevada, mas recentemente descobriu-se que povos africanos primitivos, bem como das ilhas do norte do Japão, América, Austrália central e em várias outras partes do mundo, já cultivavam essa mesma fé.
Desconhece-se a natureza dessa entidade, mas geralmente algumas religiões adotam uma visão antropomórfica deste ser – imaginam o Criador à imagem e semelhança do Homem, não só fisicamente, mas também emocionalmente. Geralmente, porém, esta criação se dá através da voz ou do pensamento deste ente. As narrativas, embora diferentes de uma cultura para outra, apresentam sempre traços em comum.
As idéias criacionistas, de modo geral, estendem a interferência divina além do ato criador. Deus, segundo a filosofia judaico-cristã, intervém diretamente no plano da matéria, uma vez que provoca, por exemplo, o dilúvio, assim como inspira Noé a construir sua arca e a conduzir nela diversos pares de animais, que povoarão posteriormente o mundo novo.
Atualmente o Criacionismo está mais conectado à crença do protestantismo norte-americano. Neste país, vários esforços têm sido realizados para introduzir nas aulas de Ciências a teoria criacionista, embora suas referências explícitas ainda sejam inconstitucionais. Seus adeptos tentam sutilmente revestir essas teses sob o título de “análise crítica da evolução”, para burlar a Constituição. Outras religiões aceitam algumas idéias de cunho mais científico, como os seis dias relativos à duração do ato criador, interpretados como seis eras geológicas, enquanto os considerados fundamentalistas abominam essa concepção.


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Segundo Aristóteles, filósofo grego, a Catarse é o meio através do qual o Homem purifica sua alma, através da representação trágica. Para ele, a tragédia é um estilo derivado da poética dramática, e consiste na reprodução de ações nobres, por intermédio de atores, os quais imitam no palco as desventuras dos heróis trágicos que, por escolhas mal realizadas, passam da felicidade para a infelicidade, provocando na platéia sentimentos de terror e piedade, purgando assim as emoções humanas.
Desta forma, não basta que pessoas boas repentinamente atravessem a ponte que leva da graça para a desgraça, nem que seres maus encontrem a desdita; enfim, qualquer revés da sorte que atingir pessoas comuns não suscitará nas testemunhas destes eventos os sentimentos necessários para desencadear uma descarga emocional. Este mecanismo apenas surte efeito quando os acontecimentos giram em torno de personagens extraordinários que causam, através de suas ações desastrosas, alguma espécie de desmedida, como, por exemplo, Édipo Rei, quando de rei tebano passa a amante da própria mãe, pune-se ao cegar a si próprio e parte para o exílio. Ou seja, quando a desdita ocorre a quem não detém o merecimento.
O nascimento da tragédia está, conforme defende Aristóteles, ligado a práticas religiosas e a rituais realizados em honra de Dionísio, deus do vinho, da embriaguez, da loucura. Os artistas honravam esta divindade através da apresentação dos ditirambos – canto de natureza coral, intenso e apaixonado, composto de uma esfera narrativa, declamada pelo cantor mais importante do grupo, também chamado corifeu, e de uma parte coral, interpretada por personagens caracterizados como faunos e sátiros, conhecidos seguidores de Dionísio -, que são considerados precursores do teatro grego.
Desta forma, a catarse pode ser vista como pacificação e exaustão de forças embriagadoras e insanas que são invocadas pela tragédia, que por sua vez tem em sua raiz justamente esse mecanismo ritualístico herdado dos ditirambos criados para homenagear Dionísio, os quais evoluíram para a modalidade trágica. Com a decadência da literatura greco-romana, a catarse foi herdada por outros estilos poéticos, assumindo novas formas conforme a evolução histórica da poética.
A catarse também está presente na psicanálise, criada pelo austríaco Sigmund Freud. Se, por um lado, a poesia dramática se inspira em moldes religiosos ancestrais, o modelo seguido por Freud é o da simbolização poética. Freud descreve como estados catárticos o que seu mestre, Breuer, induzia nos pacientes através da hipnose, um meio de contornar as censuras estabelecidas pelo superego, e propiciar aos enfermos da mente a possibilidade de reviver seus traumas e, assim, superá-los. Com o tempo, porém, Freud substituiu este método pelo da associação livre de idéias, a ‘cura pela palavra’.
Carl Gustav Jung, discípulo de Freud que logo depois rompe com seu mestre, destaca quatro etapas no tratamento analítico de seus pacientes. O primeiro deles corresponde à catarse, que o psicólogo compara à confissão, prática ancestral associada a rituais de iniciação. Este exercício deve propiciar à pessoa demolir suas defesas internas ao compartilhar com alguém o que está sobrecarregando seu self. Assim, ao concretizar este mecanismo catártico, ela ingressa em uma nova fase de amadurecimento.
Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Catarse
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ditirambo
http://www2.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/C/catarse.htm
http://www.notiun.com/2008/03/catarse.html



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A partir da tradição sustentada por Dilthey, se pretendeu estabelecer uma teoria geral do modo como as objetivações da experiência humana podem ser interpretadas, defendendo a autonomia do objeto de interpretação, e à possibilidade de uma objetividade histórica na elaboração de interpretações válidas.
Dilthey adaptou o conceito de hermenêutica de Schleiermacher, como método de compreensão, e prosseguiu desenvolvendo-a no âmbito das suas investigações sobre o desenvolvimento das ciências do espírito. Dilthey publicou o célebre texto “Surgimento da Hermenêutica” (1900), em que tratou da busca de cientificidade para as ciências interpretativas no qual estabeleceu a distinção entre explicar (Erklären) e compreender (Verstehen). Para ele, a teoria hermenêutica poderia ser considerada a base para as ciências humanas ou Geisteswissenschaften, um modo de acesso privilegiado ao significado em geral (HEIDEGGER, 2012).
Dilthey adaptou o conceito de hermenêutica de Schleiermacher, como método de compreensão (doutrina ou teoria da arte de interpretar textos), tomando por base “uma análise da compreensão como tal e, incluindo no âmbito das suas investigações sobre o desenvolvimento das ciências do espírito, também prosseguiu no desenvolvimento da hermenêutica”. Schleiermacher colocou a hermenêutica, como doutrina da arte da compreensão, e enquanto disciplina, na relação com a gramática, a retórica e a dialética, sendo tal metodologia formal (HEIDEGGER, 2012).

A tradição hermenêutica de Heidegger e Gadamer orientou-se para a questão mais filosófica do que a interpretação em si mesma, defendendo que o ato da compreensão está ligado à descrição do que é; ”está a fazer ontologia e não metodologia”. Conforme seus opositores, ambos são críticos destrutivos da objetividade e pretendiam “mergulhar a hermenêutica num pântano de relatividade, sem quaisquer regras” (PALMER, 1986).
Heidegger avançou propondo que a hermenêutica, em seu significado mais moderno, seja abordada muito menos no sentido estrito de uma teoria da interpretação, mas que persiga o significado original do termo gregohermêutiká - que deriva de Hérmes, o deus mensageiro dos deuses - na realização do hermenéien (do comunicar), ou seja, da interpretação da faticidade que conduz ao encontro, visão, maneira e conceito fático. Entende ele por fático “algo que é”, articulando-se por si mesmo sobre um caráter ontológico, o qual é desse modo.
Já para Mannheim, a interpretação se ocupa da mais profunda compreensão do sentido, pois em seu conteúdo mais autêntico este somente pode ser compreendido ou interpretado. Assim sendo, as abordagens qualitativas trabalham com construtos sociais, cuja importância será reconhecida no processo interativo de pesquisa e de interpretação dos dados coletados (MANNHEIM, 1964).
Referências:
HEIDEGGER, Martin.  Ontologia – Hermenêutica da Faticidade. Petrópolis: Editora Vozes, 2012.
PALMER, Richard E. Hermenêutica. Lisboa: Edições 70, 1986.
MANNHEIM, Karl. Beiträge zur Theorie der Weltanschaungsinterpretation. Neuwied: Luchterhand, 1964.



A importância social das mulheres enquanto seres que pensam foi e permanece sendo um desafio para que haja um equilíbrio no relacionamento homem/mulher.
Na grade curricular escolar ou universitária pouco se nota a participação de mulheres que tenham se notabilizado como filósofas.
Na maioria das pesquisas realizadas falta uma alusão a respeito de dados sobre a vida e obras de pensadoras, o que nos leva a concluir que há uma certa depreciação em relação ao trabalho científico das mulheres na vida acadêmica e sua atuação na história da constituição da sabedoria.

Com base em tal afirmação pode-se afirmar que a mulher sempre foi bastante discriminada no meio pensante.
mitologia grega destaca as mulheres representando-as na figura de suas deusas: Ártemis, Atena,AfroditeDeméterHeraPerséfone, Pandora e Gaia, ainda que a inteligência e o pensamento sejam simbolizados pela deusa Minerva (variante latina da deusa Atena), é importante realçar que esta veio ao mundo não através do corpo de sua mãe e sim da cabeça de seu pai, Zeus, o que evidencia desde o início que a mulher já não tinha nenhum valor.
Para a história combinar idéias, formar pensamentos, sempre foi julgado um direito pertinente aos homens, mas mesmo com tanta discriminação as mulheres conseguiram garantir uma pequena participação das mulheres na vida acadêmica.
Um dos poucos apontamentos históricos sobre o assunto foi a criação de um núcleo de formação intelectual somente para mulheres, educandário fundado por Safo, poetisa de Lesbos que nasceu em 625 a.C.
O pensamento que vigorava é o de que as mulheres somente tinham direito a um corpo e uma mente, porém não os dois ao mesmo tempo, pois desta forma a mulher nunca poderia gerar a razão.
- Na visão de Pitágoras a mulher era vista como um ser que se originou das trevas;
Platão já detinha um pensamento diverso, as mulheres eram tão capazes de administrar quanto o homem, pois para ele quem governa tinha a obrigação de gerir a cidade-Estado se utilizando da razão e para Platão as mulheres detinham a mesma razão que os homens;
Aristóteles via a mulher como um homem não completo, para ele todas as características herdadas pela criança já estavam presentes no sêmen do pai, cabendo a mulher somente a função de abrigar e fazer brotar o fruto que vinha do homem, idéia esta aceita e propagada na Idade Média;
- Para São Tomás de Aquino uma vez a mulher tendo sido moldada a partir das costelas de um homem sua alma tinha a mesma importância que a do homem, para ele no céu predomina igualdade de direitos entre os sexos, pois assim que se abandona o corpo desaparecem as diferenças de sexo passando a ser tudo uma coisa só.
- Para Hegel a altercação existente entre um homem e uma mulher é igual a que há entre um animal e uma planta, sendo que o animal se identifica mais com o jeito do homem e a planta se molda mais conforme o aspecto da mulher, pois seu progresso é mais pacato, deixando-se levar mais pelo sentimentalismo, se estiverem no comando o Estado corre perigo pois, segundo ele, elas não atuam de acordo com as exigências do agrupamento de pessoas que estão governando e sim conforme seu estado de espírito.
Todavia, embora a discriminação sofrida pelas mulheres no caminho da filosofia é notável que, ao longo da história da filosofia, certas mulheres se enfatizaram como criaturas humanas que procuraram pela sabedoria e trilharam os passos da ciência. No século XX há uma evidência especial a algumas filósofas importantes. Dentre elas, podemos citar Hannah Arendt, Simone Weil, Edith Stein, Mari Zambrano e Rosa Luxemburgo. Estas mulheres, contestando a ordem patriarcal de sua época, tornaram-se filósofas admiráveisl e, sem dúvida, colaboraram terminantemente para a constituição do conhecimento.
Diante deste quadro apresentado, pode-se afiançar que a inferioridade da mulher é tida como um tanto natural e invariável. Este espectro do “feminino” esteve presente na história da filosofia e permanece como um combate singular para as mulheres filósofas. Enquanto ser humano, a mulher é dotada de razão, mas o uso íntegro e apropriado ainda é privativo do ser masculino.



Walter Benjamin é um dos filósofos mais significativos da modernidade, somente reconhecido enquanto tal após sua trágica morte, durante a fuga das forças nazistas. Em vida ele era respeitado enquanto intelectual apenas em seu círculo de pensadores, como Ernst Bloch e T. W. Adorno, que tomou a iniciativa de editar toda sua obra postumamente.
Benjamin discorreu principalmente sobre a Arte, particularmente em seu texto A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica, no qual ele defende uma visão materialista, segundo a qual toda produção artística é circundada por uma certa ‘aura’, que revela sua singularidade.
Com o advento de produtos culturais de massa como o cinema, que implicam na reprodutibilidade da arte, esta ‘aura’ se dilui nas cópias produzidas e, assim, destrói a qualidade de objeto único e individual da qual a obra artística podia se revestir. Quando ocorre este fenômeno, a arte deixa de ser uma criação exclusiva para um grupo restrito, perde seu caráter sagrado e consequentemente atinge uma repercussão na sociedade como um todo.

Estabelece-se uma nova interação entre o povo e a produção artística; percebe-se esta mudança especialmente na modalidade cinematográfica, uma vez que ela implica em uma alteração na qualidade das relações com o público consumidor. Mas, nesta produção cultural, apesar de sua elaboração demandar a projeção de toda a expressão vital do ser criador, a ‘aura’ já não está mais presente.
Enquanto no teatro o intérprete está inegavelmente vinculado a sua ‘aura’, a qual é, sem dúvida, captada pela plateia, não se pode dizer que no cinema o mesmo se repita, pois neste meio o público está ausente, e em seu lugar está a câmera, ou seja, uma máquina, a qual prevalece inclusive sobre os próprios atores, uma vez que os equipamentos técnicos são capazes até mesmo de representar seu papel.
Benjamin também acreditava que havia uma diferença radical entre o que o Homem podia visualizar por meio de seu olhar e o que a câmara podia captar artificialmente. Desta forma, uma visão que era consciente se transforma em um ponto de vista inconsciente, gerando um processo semelhante ao da Psicanálise, que desperta a inconsciência instintiva, enquanto uma arte como o cinema produz a vivência do inconsciente visual.
Por outro lado, o pensador defendia que o cinema poderia ser de imenso valor para o indivíduo, no sentido material, porque seria um instrumento político e ideológico em benefício da classe proletária quando esta estivesse pronta para assumir a liderança política, pois ele lhe traria incríveis expectativas na construção de uma nova história da camada popular.
Assim, para resumir, Benjamin via na tecnologia de reprodução das produções artísticas uma faca de dois gumes; por um lado, ela destruía o legado da cultura ancestral e, por outro, propiciava à população uma nova interação com a obra de arte, a qual previa que esta produção poderia se converter em um meio poderoso de sublevação dos mecanismos sociais. Era, certamente, um ponto de vista muito positivo, que depois seria revisto até mesmo por companheiros como Adorno.
Da obra de Benjamin destacam-se as reflexões sobre a literatura, a arte, as tecnologias, as estruturas sociais, entre outras temáticas similares, todas elaboradas com uma profunda exatidão metodológica. Ele examinou criticamente e com uma bela linguagem metafórica a obra de Goethe, o legado de Baudelaire, a filosofia da história, e outros temas afins. Hoje o filósofo que segue mais de perto seus parâmetros é o tradutor de seus trabalhos para o idioma italiano, Giorgio Agamben.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Walter_Benjamin
http://educacao.uol.com.br/biografias/walter-benjamin.jhtm



Fedro (no original em grego, Φαῖδρος – Faidros) é o nome de um texto filosófico escrito por Platão, por volta de 385-370 a.C. O nome da obra é o mesmo de um dos personagens principais do diálogo, que ao lado de Sócrates, discute o amor como uma metáfora para a discussão sobre o uso adequado de retórica. A discussão aborda ainda temas como a alma, a loucura, a inspiração divina, e a prática e domínio de uma arte.
Platão foi um dos grandes filósofos da Grécia antiga, e também o mais brilhante discípulo de Sócrates. Entre os seus trabalhos, há uma categoria chamada diálogos socráticos, constantes de suas primeiras obras, mas também nas de Xenofonte, que reproduzem as conversas que Sócrates tinha com outros cidadãos gregos, por meio das quais exprimia suas ideias filosóficas. Tais diálogos são praticamente a única fonte que detalha o famoso método socrático de inquirição, já que o filósofo não deixou nenhum texto escrito, até onde se sabe.
Pode-se dizer que o conteúdo de Fedro dá continuidade ao tema discutido em O Banquete. O diálogo começa com Fedro encontrando Sócrates ao voltar da casa de Lísias, mestre da retórica, e comenta com Sócrates sobre a impressão que um discurso que Lísias proferiu em sua casa causou em sua mente. Sócrates, curioso, pede que Fedro o reproduza para que ele possa analisá-lo.

O discurso de Lísias versa sobre o amor entre dois homens, (costume na sociedade grega da época), cuja prática este julga prejudicial, pois está sujeita a muitas aflições. Lísias acredita que é melhor viver sem se apaixonar, mantendo apenas a amizade. Sócrates, ao ouvir o discurso, diz que o adorou, e Fedro pede que ele faça um de seus famosos discursos para compará-lo ao de Lísias. Sócrates explica que o que Lísias definiu não é o amor verdadeiro, mas sim a paixão, uma forma de amor dominada pela intemperança. Mais tarde, Sócrates será possuído por um daimonion, o qual faz o filósofo se arrepender pelo seu discurso anterior e tecer um elogio a Eros.
Ao terminar seu discurso, Sócrates volta à realidade, e diz a Fedro que o discurso que fez sob a influência do daimonion corrigiu o primeiro, quando ele concordou com o caráter negativo do amor da mesma forma que Lísias. O Sócrates do segundo discurso fala sobre o amor divino e bens espirituais, aqueles que ele crê que os homens devam buscar. O primeiro discurso reflete sua certeza de que o amor ao prazer carnal e as opiniões desse mundo são nocivos.



Segundo Aristóteles, filósofo grego, a Catarse  é o meio através do qual o Homem purifica sua alma, através da representação trágica. Para ele, a tragédia é um estilo derivado da poética dramática, e consiste na reprodução de ações  nobres, por intermédio de atores, os quais imitam no palco as desventuras dos heróis trágicos que, por escolhas mal realizadas, passam da felicidade para a infelicidade, provocando na platéia sentimentos de terror e piedade, purgando assim as emoções humanas.
Desta forma, não basta que pessoas boas repentinamente atravessem a ponte que leva da graça para a desgraça, nem que seres maus encontrem a desdita; enfim, qualquer revés da sorte que atingir pessoas comuns não suscitará nas testemunhas destes eventos os sentimentos necessários para desencadear uma descarga emocional. Este mecanismo apenas surte efeito quando os acontecimentos giram em torno de personagens extraordinários que causam, através de suas ações desastrosas, alguma espécie de desmedida, como, por exemplo, Édipo Rei, quando de rei tebano passa a amante da própria mãe, pune-se ao cegar a si próprio e parte para o exílio. Ou seja, quando a desdita ocorre a quem não detém o merecimento.
O nascimento da tragédia está, conforme defende Aristóteles, ligado a práticas religiosas e a rituais realizados em honra de Dionísio, deus do vinho, da embriaguez, da loucura. Os artistas honravam esta divindade através da apresentação dos ditirambos – canto de natureza coral, intenso e apaixonado, composto de uma esfera narrativa, declamada pelo cantor mais importante do grupo, também chamado corifeu, e de uma parte coral, interpretada por personagens caracterizados como faunos e sátiros, conhecidos seguidores de Dionísio -, que são considerados precursores do teatro grego.

Desta forma, a catarse pode ser vista como pacificação e exaustão de forças embriagadoras e insanas que são invocadas pela tragédia, que por sua vez tem em sua raiz justamente esse mecanismo ritualístico herdado dos ditirambos criados para homenagear Dionísio, os quais evoluíram para a modalidade trágica. Com a decadência da literatura greco-romana, a catarse foi herdada por outros estilos poéticos, assumindo novas formas conforme a evolução histórica da poética.
A catarse também está presente na psicanálise, criada pelo austríaco Sigmund Freud. Se, por um lado, a poesia dramática se inspira em moldes religiosos ancestrais, o modelo seguido por Freud é o da simbolização poética. Freud descreve como estados catárticos o que seu mestre, Breuer, induzia nos pacientes através da hipnose, um meio de contornar as censuras estabelecidas pelo superego, e propiciar aos enfermos da mente a possibilidade de reviver seus traumas e, assim, superá-los. Com o tempo, porém, Freud substituiu este método pelo da associação livre de idéias, a ‘cura pela palavra’.
Carl Gustav Jung, discípulo de Freud que logo depois rompe com seu mestre, destaca quatro etapas no tratamento analítico de seus pacientes. O primeiro deles corresponde à catarse, que o psicólogocompara à confissão, prática ancestral associada a rituais de iniciação. Este exercício deve propiciar à pessoa demolir suas defesas internas ao compartilhar com alguém o que está sobrecarregando seu self. Assim, ao concretizar este mecanismo catártico, ela ingressa em uma nova fase de amadurecimento.
Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Catarse
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ditirambo
http://www2.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/C/catarse.htm
http://www.notiun.com/2008/03/catarse.html


Os praticantes dessa filosofia de vida acreditam que o corpo material é fonte de grandes males, e nele está ausente a divindade. Por esta razão ele deve ser desprezado e excluído de nossas metas elevadas. Tudo que está relacionado a ele, como as impressões despertadas por estímulos internos ou externos, os impulsos naturais, as paixões, as delícias da carne, bem como qualquer tipo de prazer, deve ser igualmente desconsiderado e renegado, pois assim torna-se possível conquistar o saber.
Os ascetas pregam o autocontrole, o comedimento diante dos deleites e das sensações despertadas pelas distrações proporcionadas pela vida material. Os que atingem o exercício da austeridade se consideram praticantes das virtudes da alma e alimentam o propósito de conquistar uma condição espiritual mais elevada.
Eles crêem poder domar o corpo através da autoflagelação, dos ritos e de um rigoroso desprendimento das emoções prazerosas. Para estas pessoas o corpo puro leva naturalmente à expiação do espírito. E assim torna-se mais fácil para elas atingir o entendimento do sagrado, alçar-se a esferas espirituais superiores, receber favores de Deus ou conquistar a paz íntima. Não é só à sexualidade que elas renunciam, mas também a qualquer aquisição de propriedades materiais ou bens de consumo.

Apesar de ser uma filosofia limitante, seus adeptos afirmam que seu exercício confere ao praticante um alto grau de independência em todas as esferas de sua existência, como, por exemplo, o desenvolvimento de suas faculdades e a conseqüente capacidade de pensar com nitidez transparente e de lutar contra possíveis ímpetos de destruição. Para essas pessoas a dor é força motriz que possibilita a liberdade espiritual.
Quando ouvimos falar em ascetismo, pensamos imediatamente em religiosos levando uma vida austera no interior de mosteiros, em praticantes da yoga ou em padres. Mas esquecemos que qualquer pessoa está apta a seguir este caminho. Alguns espiritualistas assim o fizeram, tais como Lao Zi, Mahavir Swami, Gautama Buddha, Santo Antonio, Francisco de Assis, Mahatma Gandhi e David Augustine Baker.
Alguns desses homens abandonaram familiares, propriedades e residências próprias para se tornarem praticamente mendigos. E foram considerados seres de intensa condição espiritual e até mesmo iluminados. Os cristãos primitivos também praticaram essa filosofia, especialmente os ermitões ou anacoretas.
Porém nem todo asceta tinha como objetivo atingir um patamar espiritual mais elevado. No mundo antigo, principalmente em Esparta, os jovens que desejavam integrar a elite dos combatentes eram testados em contextos de profunda exaustão, dores orgânicas e outros sacrifícios para estarem aptos a guerrear. No caso de atletas gregos, na mesma época eram provados em relação ao autodomínio do corpo físico.




O educador, filósofo oriental e ativista político Aravind Ackroyd Ghose, celebrizado como Sri Aurobindo, nasceu em Calcutá, na Índia, no dia 15 de agosto de 1872. Ele se tornaria conhecido como um dos principais guias espirituais do Planeta. Seus estudos foram, em grande parte, realizados no reino britânico; somente aos 21 anos ele voltou a sua terra natal.
De volta à Índia ele logo se engajou na militância política, assumindo, em 1907, a liderança do Partido Nacionalista. Nesta época ele também publicou alguns poemas, deu início aos seus estudos de sânscrito e bengali, e passou a praticar yoga. Suas atividades como militante o levaram à prisão entre 1908 e 1909, sob ordens do Estado inglês. Neste momento ele atravessou significantes vivências espirituais, as quais marcariam sua trajetória posterior e o afastariam temporariamente da política.
A partir de então Sri Aurobindo se devota integralmente à experiência mística; seu maior legado foi otrabalho denominado O Ioga de Sri Aurobindo. Logo após sua libertação da prisão ele foi oficialmente introduzido no universo iogue através do Yogi Vishnu Baskar  Lele, especializando-se nos princípios da meditação.

Sua revelação espiritual o levou a ver o universo como um filme que se desenrola na tela de um cinema, o que lhe propiciou uma sustentação e uma serenidade impressionantes. Ele se considerou pronto, neste instante, para desenvolver a Purna Yoga ou a Yoga Integral. Completamente transformado, ele deu sequência a suas tarefas anteriores, agora sob um novo ponto de vista. O movimento por ele criado visa modificar o Homem para que ele possa alcançar a transcendência espiritual no seu dia-a-dia.
O estudioso de sua obra, o filósofo Sisir Kumar Maitra, afirma que Aurobindo percebia no indivíduo a presença de cinco níveis de consciência, os quais transcendem o estágio mental ou a esfera intelectual; cada uma destas etapas pode originar outras tantas intuições, correspondentes ao patamar consciencial de onde irradiam. Este é um conceito que difere muito da concepção ocidental.
Para Aurobindo a nossa essência psíquica é o máximo símbolo da presença da Centelha Divina no interior de cada ser, a instância que emite luz incessantemente na direção da camada mais externa da consciência humana, constituindo igualmente uma sede das vivências intuitivas. É fácil compreender que este filósofo privilegia mais a intuição do que a própria razão, pois ela apresenta melhores condições de abrangência da realidade que a esfera racional.
Sri Aurobindo é um pensador privilegiado, pois detém o conhecimento tanto da filosofia oriental, particularmente a hindu, quanto da ocidental; talvez por isso tenha se especializado em promover uma ponte entre Oriente e Ocidente. Com sua discípula e sucessora Mirra Alfassa, carinhosamente chamada de ‘A Mãe’, ele articulou suas reflexões e a concepção pessoal da Yoga, sempre antenado com o mundo moderno.
Desta forma ele desenvolveu uma filosofia integral, estruturada sobre a crença de que a poderosa consciência divina deve ser transportada ao universo psíquico, ao organismo e à existência cotidiana. Todos os seus ensinamentos convergem nessa direção, no intuito de contribuir para a eclosão da consciência humana, a qual permitirá que o ser humano possa se converter em co-criador do aprimoramento espiritual.

Fontes:
http://www.yoga-integral.org/aurobindo.htm
http://www.pensamento-cultrix.com.br/ensinamentosdesriaurobindoos,product,978-85-315-1635-1,61.aspx
http://en.wikipedia.org/wiki/Sisir_Kumar_Maitra





1)Por que a religião se dirige as emoções?

R:A religião não é objeto do intelecto,mas dos sentimentos e desperta emoções.A religião pede fé ao crente para que aceite o que lhe manifesta.

2)Por que são criados os ritos?

R:A religião liga humanos e divindade,organiza o espaço e o tempo.

3)O que é objeto tabu?Dê exemplos de tabus.

R:São símbolos sagrados que não podem ser manipulados por ninguém que não esteja autorizado para isso.São tabus,por exemplo,a vaca da Índia e o vinho do padre.

4)Explique a diferença entre religiões da revelação das leis e religiões da iluminação mística.

R:Nas religiões da revelação e divindade usa intermediamos para revelar a lei.


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1)Por que podemos atribuir á consciência  a causa primordial do surgimento da religiosidade?

R:Através da consciência,o homem descobre-se diferente e percebe a realidade exterior como independente da ação.

2)Por que a consciência do tempo nos leva a consciência da morte?Qual o papel dessa consciência no surgimento da religiosidade?

R:Através da consciência do tempo, o homem sabe que os seres desaparecem.Isso nos leva a conceber uma existência futura para onde vamos após a morte.

3)O que e a experiencia do sagrado?

R:É a presença de uma potência ou de uma forca sobrenatural que habita algum ser.Se manifesta na diferença entre os seres na superioridade de alguns outros.

4)Explique como,em  várias culturas,a ligação entre o sagrado e o profano é simbolizado no momento da fundação de uma ladeia ou cidade?

R:O guia religioso braça figuras-no chão e repete o mesmo gesto no ar.Esses dois gestos delimitam um novo espaço (sagrado) no ar e no solo (consagrado).Nesse espaço erguem-se o santuário e a sua,volta a comunidade.


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